O que é?

A SOCIEDADE RACIONALISTA é uma instituição de natureza SECULARISTA que tem como…

MISSÃO:
Promover a divulgação científica, o pensamento filosófico e científico, o ceticismo, o secularismo, o pluralismo, a liberdade, a laicidade do Estado e os Direitos Humanos;

Combater todas as formas de preconceito e discriminação, seja racial, social, econômica, sexual, étnica, religiosa ou de qualquer outro gênero;

Contribuir para construção de uma sociedade livre, justa, solidária e democrática.

VISÃO:
Ser um veículo de livre pensamento, em âmbito nacional e internacional, como fonte de referência e espaço para debates de questões éticas e morais relativas à sociedade contemporânea.

VALORES:
Racionalidade crítica, diálogo, liberdade de pensamento, pluralismo, democracia e direitos humanos.

 


Esta é uma das dúvidas mais comuns que recebemos.
O racionalismo a que nos referimos é o racionalismo crítico (Popper é pai desta corrente). A crítica mencionada não é destinada apenas ao conhecimento científico, mas a tudo a que se pode observar: ou seja, sempre encarar afirmações como questionamentos – e procurar falsear suas questões.

É como se encarássemos as posturas como “mais aproximadas” ou “menos falsas” – não havendo verdades absolutas. Tudo é passível de debate racional, com argumentos lógicos.
A Sociedade Racionalista baseia-se em algumas posições para fundamentar suas defesas, as posições fundamentadas pela Sociedade Racionalista são:

Ciência: conhecimento rigoroso e racional sobre os assuntos. Promover o pensamento lógico e a investigação racional, defendendo a ciência e seu método de auto-correção.

Laicismo: O Brasil não tem religião, um país não é uma consciência. Quem tem – ou não – religião são os brasileiros. A liberdade religiosa deve ser mantida, longe de teocracias, como decisão individual e intransferível. Decisão do campo do ser social em maturidade (crianças, por exemplo, não possuem capacidade de tomar tal decisão, por estarem em processo de formação da identidade) enquanto ser no mundo, e não enquanto política partidária e/ou governamental.

Filosofia: Atitude reflexiva, crítica ou especulativa acerca do ser, dos seres, do homem e de seu papel no universo. Só se é capaz de pensar a pluralidade quando temos consciência de nós mesmos e da capacidade de consciência do outro.

Pluralismo: Os seres não são redutíveis a um princípio constitutivo único. Defesa intransigente de que todo ser humano consciente tem o direito de tomar suas próprias decisões – e que tal diversidade é benéfica. Por um mundo igualitário que integre e não discrimine. Todos os homens têm muito a acrescentar e é apenas na convivência – e não na exclusão – que isso se faz possível.

Direitos Humanos: Ao sustentar a universalidade dos direitos humanos, a Declaração de 1948 tem sob fundamento que a condição de pessoa é o requisito único para a titularidade de direitos, considerando o ser humano como um ser essencialmente moral, dotado de unicidade existencial e dignidade.
Ao sustentar a indivisibilidade dos direitos humanos, a Declaração ineditamente estabelece que a garantia dos direitos civis e políticos é condição para a observância dos direitos sociais, econômicos e culturais e vice-versa. Quando um deles é violado, os demais também o são. Os direitos humanos compõem, assim, uma unidade indivisível, interdependente e inter-relacionada, capaz de conjugar o catálogo de direitos civis e políticos ao catálogo de direitos sociais, econômicos e culturais.

Ceticismo: Promover a dúvida e o questionamento. Apenas aquele que questiona pode estar mais perto de encontrar suas respostas, longe de verdades absolutas, promovendo debates que coloquem velhas ideias e conceitos a prova.

Com bases nesses príncipios, fundamentamos nossas defesas, que são:

Ensino Religioso nas Escolas Públicas
Posição: Contra
Motivo: Quebra da laicidade do Estado.
– Caso exista, a escola deve fornecer alternativas para os alunos que não querem frequentar as aulas de religião.
Sugestão para leitura:
http://migre.me/gxfdL
http://migre.me/gxfer
http://migre.me/gxfeM
http://migre.me/gxff8
http://migre.me/gxffj

Ostentação de símbolos religiosos em órgãos públicos (p.ex.: crucifixos)
Posição: Contra
Motivo: Quebra da laicidade do Estado.
– Que permita todos ou nenhum.
Sugestão para leitura:
http://migre.me/gxffL
http://migre.me/gxfj1
http://migre.me/gxfjo
http://migre.me/gxfjP

Deus seja Louvado – Cédulas do Real
Posição: Contra.
Motivo: Quebra da laicidade do Estado.

Aborto:
Posição: A favor.
Motivo: Abortos são realizados no Brasil e no Uruguai, país pioneiro na América Latina a legalizar a prática. A diferença, porém, é que o Uruguai não registrou nenhuma morte por aborto desde a legalização (http://noticias.r7.com/saude/desde-a-legalizacao-uruguai-nao-registra-mortes-de-mulheres-por-aborto-22072013). Em terras tupiniquins, no entanto, o aborto clandestino é a 5ª maior causa de morte materna (http://noticias.r7.com/saude/aborto-e-a-quinta-causa-de-mortalidade-materna-segundo-conselho-federal-medicina-21032013)

A situação é tão grave que o CFM, Conselho Federal de Medicina se colocou a favor da legalização do aborto: http://noticias.r7.com/brasil/cfm-apoiara-direito-de-mulher-abortar-ate-a-12-semana-21032013

Para muitos cientistas, a vida começa apenas após o terceiro mês de gestação – após o período em que a mulher pode abortar com segurança; quando o feto apresenta atividade cerebral. Se o fim da atividade cerebral indica a morte do indivíduo, o início, por simetria, indicaria a vida. http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/814968-cientistas-defendem-5-momentos-para-inicio-da-vida-humana.shtml – Victor Dal Sasso.
Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde mostram que morre uma mulher a cada dois dias no Brasil devido a abortos inseguros.

Feminismo:
Posição: A favor
Motivo: O machismo ainda é muito presente em nossas terras, a cultura patriarcal está presente em nosso dia-a-dia, e a Sociedade Racionalista, como um vínculo de defesas dos Direitos Humanos, também defende a autonomia, a liberdade e os direitos das mulheres para tal ser igual aos homens – que são, obviamente, privilegiados.
http://migre.me/gxfkp
http://migre.me/gxfkM
http://migre.me/gxfl5

Liberdade de Expressão:
Posição: Limitada.
Motivo: Assim como toda liberdade, a liberdade de expressão não deve assumir o status de “ilimitada”, pois assim, colocaria em risco outras liberdades que já tem suas limitações aceitáveis. Como justificativa para a ilimitação da liberdade de Expressão, sempre escutamos a frase: “Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lá.”, a frase é bonita, concordamos nisso, mas existe um grande problema nela: “E se eu usar o meu direito de expressão para defender a sua morte?” – Octavio P. Machado Milliet – Nesse pequeno exemplo conseguimos ver o quão é perigoso a defesa da liberdade ilimitada da expressão. “Liberdade de expressão não dá direito a alguém de gritar Fogo em um teatro lotado.” – Oliver Wendell Holmes
http://sociedaderacionalista.org/2013/09/27/a-ditadura-do-e-minha-opiniao/

Pena de Morte:
Posição: Contra
Motivo: Todos os dias, prisioneiros – homens, mulheres e crianças – enfrentam a execução. Independentemente do crime que tenham cometido, sejam culpados ou inocentes, vêem as suas vidas reclamadas por um sistema de justiça que valoriza e prefere a retribuição em vez da reabilitação. A pena de morte é uma punição extrema, degradante e desumana. Viola o direito à vida. Qualquer que seja o método de execução utilizado – eletrocussão, enforcamento, câmara de gás, decapitação, apedrejamento ou injeção letal – a pena de morte constitui-se como uma forma de punição violenta que não deveria ter lugar no sistema de justiça atual. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Assembleia-geral da Nações Unidas em Dezembro de 1948, reconhece a cada pessoa o direito à vida (artigo 3º) e afirma categoricamente que “Ninguém deverá ser submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes” (artigo 5º).
As Nações Unidas reafirmaram a sua posição contra a aplicação da pena de morte em Dezembro de 2007, quando a Assembleia-geral aprovou uma resolução na qual se pedia formalmente aos estados-membros que estabelecessem uma moratória para as execuções “tendo em vista a abolição da pena de morte”. http://www.cidh.oas.org/basicos/portugues/g.Pena_de_Morte.htm

O principal argumento pelo fim da pena de morte, no entanto, é o fato de que ela simplesmente não funciona – não, pelo menos, na redução da criminalidade. Exemplo: nos 36 estados americanos que adotam a pena, o índice de assassinatos por 100 mil habitantes é maior que o registrado nos outros 14 estados que não condenam à morte. Na França, especialistas em segurança pública garantem que a violência não explodiu depois que a guilhotina foi aposentada, em 1977. No Irã, o exemplo é inverso: a pena de morte foi reintroduzida em 1979, com a revolução islâmica, mas não significou nenhuma redução das taxas de criminalidade.

Por fim, pesa contra a pena de morte um argumento econômico: ela é muito mais cara que o encarceramento. Um dos estudos sobre o tema, feito no estado americano do Kansas em 2003, revelou que o custo de uma sentença capital era até 70% mais alto que uma condenação ao cárcere. Um único caso de pena de morte sugava dos cofres públicos, em média, US$ 1,26 milhão (valor gasto do início do processo até a execução), contra US$ 740 mil de um caso comum (até o fim da pena). Na Califórnia, o atual sistema penal, que inclui a pena de morte, custa cerca de US$ 137 milhões ao ano. Sem ela, estima-se que custaria apenas US$ 11,5 milhões. “É pouco provável que uma lei que instaurasse pena de morte fosse aprovada hoje, em vista dos 25 milhões de dólares que os contribuintes têm de desembolsar por execução”, disse Richard Dieter, diretor do Centro de Informações sobre a Pena de Morte. “Por um só processo com pena de morte, o Estado paga 1 milhão de dólares a mais que por um sem”, exemplificou.
http://www.swissinfo.ch/por/index/A_pena_de_morte_e_mais_cara_do_que_a_prisao_perpetua.html?cid=8358614
http://sociedaderacionalista.org/2013/04/28/o-brasileiro-medio-os-direitos-humanos-e-a-seguranca-publica/

 Liberdade de crença (Teísmo e Ateísmo):
Posição: A favor
Motivo: Nesse item, duas considerações:
Teísmo: A liberdade de crença e o Estado Laico, que são defesas primordiais da Sociedade Racionalista, são fundamentais para uma sociedade livre, plural e que respeite os Direitos Humanos. Sendo assim, defendemos o seu direito de crer no que quiser, tanto que isso não influencie a sociedade e os outros individuos que tenha posições contrárias. Defendemos as religiões “menores” (afro-brasileiras) por sofrerem preconceitos e repressões, devido ao obscurantismo utilizado.

A defesa da liberdade de crença está restrita ao âmbito pessoal, você divulgar a sua fé – seja qual for – não deve ser adotada pelo Estado e nem entrar no âmbito científico.

Ateísmo: Defendemos o ateísmo (assim como religiões que sofrem preconceito e repressão), como causa secundária. A Sociedade Racionalista é plural. Apesar de ter um número considerável de ateus como membros, escritores, revisores, criadores de conteúdo, diretores e na presidência de nossa organização. O ateísmo não é defendido como a melhor resposta para a pergunta sobre deus e nem como um atestado de superioridade e de inteligência. Defendemos o ateísmo como consequência da liberdade individual de crença.

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