O frio-vazio da ignorância me atormenta,
Declara com grandes falácias a verdade estranha,
E com o incentivo da hipocrisia faz aparecer
As lágrimas na linda face da razão.
O frio-vazio da ignorância me atormenta,
Declara com grandes falácias a verdade estranha,
E com o incentivo da hipocrisia faz aparecer
As lágrimas na linda face da razão.
Eu não me contento!
O frio vazio da ignorância me atormenta,
Declara com grandes falácias a verdade estranha,
E com o incentivo da hipocrisia faz aparecer
As lágrimas na linda face da razão.
Zânius, um ser extremamente poderoso e solitário, vivendo na imensidão universal a procura de um significado para sua existência, não sabia por que vivia em um mundo que só ele existia.
O medo do inevitável, do lógico, da verdade,
Fecha os olhos, bloqueia a mente,
Esconde o que tem nexo.
Assim caminha a sociedade
para um isolamento sem fim
para o individualismo crescente
com a falta de ética eminente.
AO MODO DE SÁ CARNEIRO
Eduardo Matzembacher Frizzo
Ontem passei a madrugada lendo Mário de Sá Carneiro e me saiu esse poema que tem o cheiro da sua métrica. Nunca pensei em publicar poemas por aqui, mas hoje certa realização incerta me comove ao saber que, de certo modo, compartilhei sua voz lusa com minha voz gaúcha e rouca de mate.
Com a lua cheia
queima na salamandra
grito dentro da chama
clama por piedade
olhar de ódio
do povo escolhido para ser livre
tragando o ópio
da vida enganada e triste
Prisioneiro da Inocência
Destina toda sua glória
Confiando no conto antigo
Folclórico e cheio de mitos