Há alguns anos atrás, houve um conflito religioso na Alemanha envolvendo o crucifixo. Um grupo de mórmons reclamava da ostentação de crucifixos em repartições públicas e da incitação à veneração deste símbolo que ocorria nas escolas, onde todos eram obrigados a aprender sobre “o suplício da cruz”. De um lado, estava o direito dos cristãos a exercer sua crença; de outro, o direito dos mórmons de requerer que o Estado Alemão, sendo laico, não privilegiasse os cristãos nem promovesse pregação de uma determinada religião. Em manutenção da neutralidade do Estado em assuntos religiosos, o poder judicial competente da região determinou que os crucifixos fossem recolhidos e o proselitismo cessasse.