Não existem ironias da vida. A vida é uma ironia. Você olha pro céu. É noite. Vê uma porção de estrelas. Quando não sabe o que são, acha bonitas. Cria verruga no dedo apontar pra uma. Liga “Lua Cheia” do Papas pra namorar aos dezessete. Tudo lindo, romântico, Sparks. Mas depois descobre que essas estrelas provavelmente não existem mais. É a luz que viaja zilhões de quilômetros e encontra seus olhos. Elas estão mortas. O céu se transforma numa máquina do tempo. Um cemitério de sóis violentos, o que talvez torne tudo ainda mais belo. Mesmo que cruel.













