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Filosofia da Liberdade Absoluta

by / 2 Comments / 83 View / 24 de julho de 2014

Em uma época que a ciência avança em escala logarítmica e, juntamente a ela, a humanidade despe-se de suas crenças e superstições devido à concretude incontestável com que a verdade lhe é apresentada. O ser humano apenas aumenta aquela que é, e sempre será, a sua maior ilusão: a ideia de liberdade.

Ilude-se diária e cegamente o homem moderno por defender a existência de uma liberdade que não lhe pertence, uma vez que essa não é concreta. Um ser que obedece a uma constituição e pertence a uma religião, a uma família, a um grupo social, ou qualquer atividade coletiva, sofre alguma espécie de dominação sobre sua vida, assim como as leis estatais, ou mesmo sobre sua mente, como valores morais religiosos.

Apesar das incontáveis restrições, ainda é presente na vida cotidiana a ideia de liberdade e também é notada sua ausência para aqueles em prisões ou que vivem sob regimes autoritários. Isso se deve ao fato de que assim como entre dois números reais há infinitos outros, a liberdade é infinita mesmo quando limitada, contudo, torna-se menos expressiva consoante o estreitamento das limitações a ela imposta. E por estar acostumada a suas algemas, a sociedade não percebe que poderia ser muito mais livre do que realmente é.

Um paradoxo da vida pós-moderna é aquele em que um ser abdica de certa liberdade para manter-se em sociedade e ser um indivíduo livre. Baseando-se no conceito de solidariedade orgânica de Emile Durkheim, sociólogo francês, em que os indivíduos dependem uns dos outros para sobreviver, pode-se afirmar que o homem social opta por sacrificar parte de sua liberdade de ação a sacrificar-se.

Não satisfeitos em resignar apenas suas ações, muitos abrem mão de sua liberdade de pensamento ao deixarem-se influenciar por ideologias políticas ou religiosas e perdem, pois, a última liberdade que lhes restava. Mediante essa dominação mental, Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, cria o conceito do super-homem (übermensch), que contraria de forma niilista as formas de submissão intelectual, possibilitando ao homem total controle mental sobre si mesmo e a concepção de seus próprios valores.

Após condenar sua liberdade de ação ao cárcere da vida em sociedade, resta ao indivíduo usar de sua capacidade intelectual e usufruir da única liberdade absoluta: a mente liberta.

2 Comment

  1. Só corrija o "niilismo", Nietzsche "usava" uma versão da palavra diferente do significado comum; mesmo sendo possivelmente intencional, ou referencial, usar a palavra dessa forma denota leituras diferenciadas quando junto ao nome desse filósofo.

    E eu acha que teria sido válido explorar Kierk, Sartre ou associados no artigo.

  2. Sendo assim ele não busca seguidores, mas sim outros como ele… da para perceber isso em algumas partes do "assim falava zaratustra"

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