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A Pseudo-Racionalidade pós-moderna – Por que a discussão filosófica está em crise atualmente?

by / 20 Comments / 31 View / 11 de janeiro de 2012

Religião e Ateísmo, ambos incertos e, muitas vezes, falaciosos.

Espero que muitos ao lerem este, artigo, já saibam previamente, o conceito de “lógica”; mas, para não deixar lacunas na teorização conceitual, vou expor e comentar o conceito, e assim, partiremos para o problema.


Segundo Aristóteles, a lógica, e aqui caímos, portanto, em seu conceito clássico, resumidamente, trata de uma linha de raciocínio lógico baseado em premissas (binárias) e conclusões. O silogismo – como ficou conhecido tal processo filosófico – é a definição ocidental de raciocínio. Este conceito apenas admite que as premissas sejam verdades absolutas, o que faz com que a conclusão seja igualmente absoluta. Constitui-se, portanto, em uma visão na qual a verdade é absoluta e não relativa.

Feito esse adendo a respeito da lógica, podemos partir para o problema pós-moderno. Tal problema consiste numa supervalorização da subjetividade, bem como numa visão puramente empírica da vida; desta forma, adentra-se num relativismo¹ nocivo à verdade. Certo relativismo era empregado pelos sofistas², pois tornava-se fácil convencer o público³ de qualquer ponto de vista, uma vez que, sendo a teoria em si um plano secundário, a retórica e a eloquência faziam o trabalho de “busca pela verdade”. Essa visão sofista foi refutada pelos “Três Sábios” (Sócrates, Platão e Aristóteles) ao introduzirem o pensamento lógico, do qual se falou previamente, e a dialética⁴.

Porém, é preciso ressaltar que a lógica não explica tudo, e, por isso, precisa-se da ciência naturalista⁵ (ciência vigente desde o século XVIII) , que vem a ser o instrumento humano de descrição entre relações causais na ordem natural e física do mundo. Então, considerando que o mundo não é apenas material e físico (tal afirmação entra em conflito com a filosofia materialista⁶ e cientificista⁷, porém, faz-se necessário ressaltar que tais filosofias não são comprovadamente verdadeiras [e, atualmente, ao menos, é impossível comprová-las/justificá-las totalmente] e, portanto, não consideram-nas como verdade, e sim como possibilidade), a ciência também não explica tudo. Para comprovar tal afirmação precisa-se entender que há certas coisas impessoais e abstratas (ex: matemática, metafísica⁸, ontologia⁹, a própria lógica, etc.) que só são compreendidas pela lógica pura, a ciência empírica ,por si só, é inútil em tais áreas do conhecimento.

A volta do relativismo e a supervalorização do empirismo¹⁰ geram resultados bizarros no conhecimento epistemológico humano, que cai por Terra. A epistemologia¹¹ precisa saber a verdade justificável para determinar se a crença que se estuda é verdadeira e justificável e, portanto, se é conhecimento (crenças verdadeiras justificáveis). Se a justificação da verdade é relativa, o conhecimento também é relativo. Mas relativo a que?

Há uma volta, de certa forma oculta, do epicurismo (que era oposto ao aristotelismo, e às definições de lógica e verdades absolutas) desde a modernidade. O epicurismo é uma filosofia de vida em que o objetivo principal é o estado de ataraxia mental, que é felicidade suprema, segundo Epicuro. Dessa forma, o epicurismo busca a felicidade e não a verdade; e ainda, por buscar o prazer (não em sua definição meramente hedonista) e evitar ao máximo a dor (duas coisas que são subjetivas), o epicurismo é subjetivista, relativo a cada indivíduo, o que contrapõe as filosofias de Sócrates, Platão e Aristóteles.

O retorno do epicurismo está ligado a uma questão socioeconômica: a ascensão e manutenção da burguesia como classe dominante de uma nação nos séculos XVII e XVIII. O epicurismo condizia com os ideais burgueses, por ser materialista e individualista. Desse modo, o epicurismo sobrevive mais como um “modo de vida” oculto na sociedade capitalista, e sobrevive até hoje, tendo um forte renascimento no século XX, pela guinada consumista nos modos de vida da sociedade ocidental.

Aliada a esse movimento, está a ascensão da ciência naturalista e o empirismo que criaram no imaginário coletivo, um papel quase divino delas no sentido humano. Essas duas coisas possibilitaram um grande avanço tecnológico nas sociedades humanas e ampliaram nossa compreensão do meio físico e material. Isso é inegável; entretanto, como efeito colateral indesejado, as populações que confiam demasiadamente na ciência, tornaram-se cientificistas e reducionistas – adjetivos os quais, nem mesmo grande parte dos cientistas se encaixa, até mesmo pelo fato de saberem o devido papel da ciência na busca pelo conhecimento humano.

Quando se fala de naturalismo e empirismo, deve-se ter em mente que tudo é relativo, não há verdades absolutas. No entanto, as verdades absolutas existem e estão em outro campo de estudo que não o científico naturalista e o empírico. O campo em questão é o da filosofia, que trata da lógica e outros métodos. Uma verdade absoluta é uma verdade cuja justificação é irrefutável; que qualquer questionamento, por mais cético que seja, não conseguirá refutá-la, portanto ela se torna definitiva.

O próprio naturalismo e também o empirismo, estão subordinados à lógica, pois o universo material é subordinado às leis lógicas e também às leis naturais. Estas são um misto de lógica e comprovação empírica, pelos métodos científicos apropriados que criem o máximo de probabilidade de estarem certos, mas tal probabilidade nunca é 100%, pois algo empírico nunca é absoluto. A lógica é abstrata e absoluta, enquanto o empírico trata do substrato¹² e é relativo aos meios pelo qual faz isso (sentidos, sensores, contadores, etc.). Se uma hipótese é ilógica, ela é inexoravelmente refutada. Se uma hipótese vai contra as leis naturais, ou se avalia a validade das leis naturais (que por não serem absolutas, são passíveis de refutação caso surjam novos fatos que refutem as leis naturais vigentes, vide Método Científico¹³ e Navalha de Ockham¹⁴) ou se avalia a validade da hipótese e assim obtém-se uma adaptação das leis naturais ou a refutação/adaptação da hipótese.

Esses movimentos instituíram o naturalismo, empirismo e, consequentemente, o relativismo fortemente no cerne do imaginário pós-moderno. Portanto, a resposta para “relativo a quê?” é: relativo aos sentidos pessoais (de prazer e dor, na busca pela ataraxia) e aos processos (processos impessoais que, porém, só podem ser compreendidos pelos nossos sentidos) metodológicos naturalistas. Devido a isso, surgem as “minhas verdades”, as “suas verdades” e, ainda, “as verdades por parte de um agente impessoal e metodológico”, que é a ciência. Novamente, isso é importante para o avanço tecnológico e para a compreensão física e material, mas o conhecimento não é só isso! E é exatamente isso que acontece: grande parte da população pós-moderna considera que “as verdades” sejam apenas aquelas apresentadas desta forma.

Só que uma das características da verdade é exatamente ser independente daquilo que se considera ser verdade, logo a verdade filosófica continua existindo, mesmo que a ignoremos. Todavia, quando ignoramos verdades, afetamos nosso raciocínio. Isto é, se ignoramos certas premissas que forneceriam um resultado mais provável ou absoluto, consequentemente ignoramos a lógica (pois a lógica é impessoal e sempre levará premissas válidas em conta, nunca as ignorará, pois isso seria ilógico) e, por conseguinte, não estamos mais nos aproximando das verdades.

E agora atingimos o clímax deste artigo. Pois, então, se alguém se considera um ser racional e lógico em busca da verdade, este ser deve levar em conta a filosofia e, aliás, coloca-la em primeiro lugar. A ignorância filosófica pode levar, e de fato leva, a conclusões precipitadas e errôneas. Um dos movimentos que utiliza a ignorância filosófica em seu favor é o neo-ateísmo. Não há uma acusação aqui, não se diz ser intencional (mal-intencionado, no caso), atesta-se apenas um fato. Mas porque o autor deste artigo diz existir tal fato?

De forma alguma se quer generalizar, em nenhum aspecto. Portanto, quando se fala em neo-ateu, não se engloba todos aqueles que creem na inexistência de Deus ou duvidam de sua existência, e, além disso, quando se fala do movimento neo-ateísta, não se engloba todas as organizações, associações, instituições, sites, clubes e demais, que professam tal crença ou falta dela. A definição do que é o neo-ateísmo que trataremos aqui é a seguinte:

“Tudo começou em 2006, quando Gary Wolf estava escrevendo seu artigo para uma intelectualizada revista britânica chamada Wired e precisava de um slogan que se encaixasse com um grupo de três homens que estavam atraindo a atenção da mídia devido aos livros ateístas que haviam publicado. Esses homens eram Sam Harris com a obra O fim da Fé (2004); Richard Dawkins com A Ilusão de Deus (2006) e Daniel Dennett com Quebrando o Feitiço (2006). Foi aí que Wolf cunhou a frase Neo Ateísmo para se referir à obra desses três homens. Todavia, o movimento ganhou mais um herói quando Christopher Hitchens publicou Deus não é Grande em 2007. A expressão ‘Os Quatro Cavaleiros’ começou a ser usada para se referir aos trabalhos desses quatro ateístas.”

Os neo-ateus são portanto, aqueles que seguem o pensamento dos autores neo-ateístas. Mas o problema consiste no fato de que o movimento neo-ateísta é filosoficamente superficial, para não dizer nulo. Os argumentos e afirmações neo-ateístas racionalmente podem levar a um estado arreligioso (sem religião), mas levar ao ateísmo (sem Deus) é uma ampliação indevida destes argumentos. Além disso, viram-se diversas modificações nas religiões ao longo da história, e a postura contra o fanatismo e a irracionalidade religiosa são posturas para o bem da sociedade, progresso e ordem, independente da crença que se tenha. Porém, uma postura totalitariamente irreligiosa (contra a religião) vai contra os próprios princípios seculares e liberais que a maioria dos neo-ateus diz ter.

De fato, devem-se combater os excessos da religião, do mesmo jeito que se deve combater qualquer excesso. É uma questão de democracia, excessos tendem ao extremismo e totalitarismo, e não podemos ser coniventes com nenhum tipo de extremo e excesso só porque ele condiz com nossa ideologia e crença, isso é ser hipócrita (se você diz ser liberal é democrático, senão, você é um extremista); mas o ponto em questão, não é o fato de alguns neo-ateus serem hipócritas ao assumirem uma postura ferrenha irreligiosa, mas sim o fato de serem irracionais ao ampliarem argumentos arreligiosos para argumentos ateístas.

Por que há uma distinção entre arreligião e ateísmo? Porque as religiões são plurais (de vários tipos), várias (existe um número grande de religiões) e, por tratarem de possibilidades acerca da realidade, podem ou não estar certas (é uma questão de fé). Defronte ao panorama de religiões no mundo atual existe a possibilidade de: todas estarem certas, algumas estarem certas, uma estar certa ou nenhuma estar certa; e se a última possibilidade for a verdadeira e justificável pelos seus argumentos, você apenas refutou as religiões, mas não a existência de Deus em si, então logicamente você apenas pode ter uma posição arreligiosa, e não uma posição ateísta. Para uma posição ateísta, você precisa de argumentos que refutem a existência de Deus, e não apenas a validade das religiões.

“Mas calma aí! O ‘ônus da prova’ é dos religiosos!”. Aqui começamos com as falácias pregadas pelos neo-ateus. O ônus da prova é de quem afirma, se você não comprovar/demonstrar a veracidade da afirmação, ela não torna a ser conhecimento (crença/afirmação verdadeira justificável), e continua sendo apenas uma crença/afirmação possível (crença verdadeira que pode ser conhecimento, mas sem provas não há certeza de ser, ou seja, não foi justificada). Para você refutar tal afirmação (torna-la impossível, uma crença inverdadeira), você precisa apresentar provas e argumentos para isso (o que tornará a negação daquela crença em uma crença verdadeira e justificada). Portanto, não provar a existência de Deus não é uma prova de que Deus não existe. Você precisa provar que Deus não existe, se não ele continua sendo uma possibilidade.

Mas primeiro precisa-se definir “Deus”. Existem diversas definições (deístas, panteístas, pandeístas, universais, etc.), se quisermos debater a existência de algo, precisamos ter uma noção do que seria esse algo. A definição mais comumente utilizada de “Deus” é aquela que condiz com a maioria das religiões monoteístas no que diz respeito ao aspecto ontológico do ser: necessário, imaterial, atemporal, pessoal, perfeito e infinito. E quando falamos da existência deste tipo de Deus, tratamos de um assunto do campo filosófico metafísico, e não científico. Este tipo de Deus não é da mesma classe dos “bules voadores”, “unicórnios” e “divindades” materiais ou semi-materiais.

E em uma dialética filosófica que busca a verdade, deve-se assumir uma postura cética e agnóstica, e, novamente, espero que saibam o significado. Se a dialética filosófica “empata” (não forma uma síntese ou atinge um consenso), a postura cética e agnóstica será tida como a mais racional; mas como vai a dialética filosófica sobre a existência de Deus? Há argumentos a favor dos dois lados (teísmo e ateísmo), no entanto, ainda não há argumentos irrefutáveis e definitivos que corroborem a validade de um dos lados.

Dessa forma, a posição agnóstica, de fato, é a mais lógica e racional do momento, qualquer posição que tenda para um dos lados (teísmo ou ateísmo) requererá fé. Essa é um instrumento irracional de creditar validade e justificativa a crenças, independentemente da verdade e justificativa conhecida ou desconhecida. Ou seja, a fé não é epistemológica (racional) e não pode servir para fundar conhecimento humano. Na verdade, a fé é um instrumento que todo ser humano tem o direito de utilizar se quiser, porém, ao fazer isso, ele perde a racionalidade na questão, o que não é um problema se você visa o benefício próprio, a ataraxia mental, etc. Porém, se você se diz um ser racional, que se atém aos “fatos”, aberto, livre pensador e etc. – que é exatamente o discurso que os neo-ateus mantém sobre si mesmos, então nesse caso você não pode usar a fé, ou então deve renunciar a esse discurso.

“Mas a posição agnóstica é apenas uma concessão excessiva à dúvida, não é porque têm 1% de chance de estar errado que eu devo me abster!”. Isso é verdade, porque se não o próprio conhecimento científico seria inútil, nós precisamos ter um “pouco de fé” quando tratamos de questões que não há como ter certeza (vide questões empíricas ou semi-lógicas) e mesmo assim estamos prontos para descartar essa verdade pouco incerta caso outra surja explicando melhor (sendo mais certa). Porém, na questão sobre a existência de Deus, não há consenso ou uma taxa grande de probabilidade (como nas questões científicas), na verdade esta é uma questão extremamente incerta, e, ainda mais, se avaliarmos, os argumentos filosóficos teístas (pró-existência de Deus) são mais prováveis e coerentes do que os ateístas, que se limitam mais a tentar refutar tais argumentos teístas. E perceba que esperar a ciência explicar tudo é novamente uma falácia cientificista, pois a ciência atual não tem e muito provavelmente nunca terá atuação na área filosófica e metafísica.

Então, o ateísmo é tão ou mais incerto do que o teísmo. Refutar uma religião não significa refutar a existência de Deus (só repetindo), e, além disso, a refutação de certas religiões também não foi feita totalmente, o que mantém a possibilidade de serem verdadeiras, apesar de improváveis. Certas teorias, como a da ‘Filosofia Perene’, ainda abordam a questão, tratando que todas as grandes religiões estão certas e provêm de um mesmo Deus que as revelou conforme a cultura e entendimento dos povos abordados. Os estudos hermenêuticos¹⁵ e exegéticos¹⁶ também trazem novas perspectivas na interpretação dos textos “sagrados” que muitas vezes podem parecer absurdos e/ou contraditórios se interpretados literalmente e/ou sob a perspectiva de nossa cultura. As religiões são bem mais fáceis de discutir, pois é um assunto que não é exclusivo do campo filosófico e, portanto, há mais facilidade de compreensão, porém falta informação neste debate.

A discussão dos argumentos em si pode se dar nos comentários. O objetivo deste artigo não é a apresentação deles, e sim, apenas o ressalto de como se busca os argumentos errados para as perguntas erradas e tudo sob uma ótica distorcida e igualmente errada. Então levo os neo-ateus a pensar, não seria essa tática falaciosa e ilógica, de certa forma, igual àquela que grande parte dos teístas das religiões usam? Um apelo à ignorância para empurrar determinada visão de mundo? Então, reflitam. As religiões muitas vezes usaram estas mesmas táticas para interesses político-econômicos, será que, por acaso, não pode ser o mesmo no caso do neo-ateísmo? Isso é algo para se discutir nos comentários. Esta é apenas a proposição de um debate, e gostaria que ele fosse educado e intelectual, com objetivos de atingir a verdade, e não só de convencer as pessoas, como os religiosos e neo-ateus tem feito.

Devo lembrar de que não se faz aqui forma alguma de apologia à religião ou ao ateísmo, a aparente apologia ao agnosticismo não é nada mais do que o produto da real apologia feita à lógica e ao racionalismo. Também é preciso lembrar que a opção de cada um para definir suas crenças e modo de vida é algo que cabe ao indivíduo, e forçar isso, seja pela lei, seja por falácias, é algo que atenta à liberdade individual e à democracia laica além de atentar, em primeira instância, ao conhecimento. Todos têm o direito de ignorar certas verdades se assim quiserem e afetando apenas a si.

Para finalizar, existem inúmeros pontos de vista filosóficos sobre o assunto, e mesmo sobre a própria lógica; pontos de vista que vão desde o ceticismo radical (que alega não existir o conhecimento), até o relativismo radical (no qual, como dito antes, tudo é válido). Também há abordagens ignósticas (mais imparciais ainda do que as agnósticas) e gnósticas (parciais). Deve-se entender que aqui se levou um conceito muito ocidentalizado, e ele não pode ser tido como o único.

 ¹Relativismo: Doutrina/teoria filosófica baseada na relatividade do conhecimento. Ideias dependem da situação e condições à ela relativas. Contrária ao objetivismo (teoria baseada no conhecimento absoluto/objetivo).

² Sofista: O significado etimológico, que é “sábio, “partidário da sabedoria”. No seu significado conotativo os sofistas eram representantes do movimento intelectual sofístico, que consistia de mestres retóricos itinerantes que visavam demonstrar suas habilidades. Acreditam que a virtude era passiva de ser ensinada e alguns afirmavam que toda proposição estava certa (relativismo). Para aprofundamento ler a obra “O Sofista” de Platão.

³ Público: Usado no sentido de componente passivo de debate, que consiste no foco do debate. O veredicto do público define o vencedor ou empate de um debate. Portanto o nível intelectual de um debate depende do nível intelectual do respectivo público. O objetivo de um debate é convencer o público e não atingir a verdade ou consenso entre as duas partes, portanto a arte de debater é a retórica.

⁴ Dialética: Originalmente, é a arte do diálogo, da contraposição de ideias que leva a outras ideias. O conceito de dialética, porém, é utilizado por diferentes doutrinas filosóficas e, de acordo com cada uma, assume um significado distinto.

⁵ Ciência naturalista: O naturalismo é a teoria metafísica que defende que todos os fenômenos podem ser explicados mecanicamente em termos de causas e leis naturais. É a base teórica da ciência moderna e contemporânea é o naturalismo metodológico, que atesta a natureza como única medida padrão mas não assume que ela é tudo que existe na realidade.

⁶ Filosofia materialista: Doutrina filosófica que admite como realidade apenas a matéria. Nega a existência da alma e do mundo espiritual ou divino (metafísico). Formulada pela primeira vez no século VI a.C., na Grécia, ganha impulso no século XVI, quando assume diferentes formas.

⁷ Cientificismo: Crença da aplicabilidade universal das aproximações e métodos da ciência, especialmente a visão de que a ciência empírica constitui a visão do mundo com mais autoridade ou a parte da aprendizagem humana mais valiosa, em exclusão de outras visões do mundo.

⁸ Metafísica: Disciplina fundamental da filosofia que busca o princípio e as causas fundamentais de tudo, tratando de questões que, em geral, não podem ser confirmadas pela experiência direta. Etimologicamente significa o além do físico.

⁹ Ontologia: Ontologia (em grego ontos e logoi, “conhecimento do ser”) é a parte da filosofia que trata da natureza do ser, da realidade, da existência dos entes e das questões metafísicas em geral. A ontologia trata do ser enquanto ser, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Não confundir com metafísica.

¹⁰ Empirismo: Teoria do conhecimento que pensa estar na experiência a origem de todas as ideias. Oposto ao inatismo (concepção de que existem ideias inatas, naturais). E difere do racionalismo.

¹¹ Epistemologia: Significa teoria do conhecimento e é a crítica, estudo ou tratado do conhecimento da ciência, ou ainda, o estudo filosófico da origem, natureza e limites do conhecimento.

¹² Substrato: Aquilo que forma a parte essencial do ser, sobre que repousam seus atributos. Diferente do abstrato: Que designa uma qualidade, ação, ou estado, considerados em si mesmos, independentemente dos seres com que se relacionam

¹³ Método Científico: conjunto de regras básicas de como se deve proceder a fim de produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento quer seja este fruto de uma integração, correção (evolução) ou expansão da área de abrangência de conhecimentos pré-existentes
¹⁴ Navalha de Ockham: Princípio de que diante de duas teorias que explicam igualmente os fatos observados, a mais simples é a correta.

¹⁵ Hermenêutica: A hermenêutica é o ramo da filosofia que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação.

¹⁶ Exegese: Comentário ou dissertação para esclarecimento ou minuciosa interpretação de um texto ou de uma palavra. Aplica-se de modo especial em relação à textos sagrados, à gramática e às leis.

Leonardo Regis – @ativistadadepre

Revisores:

Gramatical: Bárbara Hatum Siqueira
Conceitual: Otacilio Luciano de Sousa Neto

Revisores da Sociedade Racionalista:

Gramatical: Stíphanie Silva
Conceitual: Lisiane Pohlmann

Ateia humanista secular, ex-missionaria cristã, cinéfila, apaixonada por arte, amante de literatura e filosofia, leitora compulsiva, autora do blog Vivendo e Construindo. Graduanda em Letras-Português pela Universidade Federal do Pará, Coordenadora da Aliança Estudantil Secularista UFPA, Diretora de movimento estudantil da Liga Humanista Secular do Brasil, Construindo a Assembleia Nacional dos Estudantes - Livre, Militante da Juventude PSTU (Socialista, SIM!).

20 Comment

  1. “"""Mas a posição agnóstica é apenas uma concessão excessiva à dúvida, não é porque têm 1% de chance de estar errado que eu devo me abster!”. Isso é verdade, porque se não o próprio conhecimento científico seria inútil, nós precisamos ter um “pouco de fé” quando tratamos de questões que não há como ter certeza (vide questões empíricas ou semi-lógicas) e mesmo assim estamos prontos para descartar essa verdade pouco incerta caso outra surja explicando melhor (sendo mais certa). Porém, na questão sobre a existência de Deus, não há consenso ou uma taxa grande de probabilidade (como nas questões científicas), na verdade esta é uma questão extremamente incerta, e, ainda mais, se avaliarmos, os argumentos filosóficos teístas (pró-existência de Deus) são mais prováveis e coerentes do que os ateístas, que se limitam mais a tentar refutar tais argumentos teístas. E perceba que esperar a ciência explicar tudo é novamente uma falácia cientificista, pois a ciência atual não tem e muito provavelmente nunca terá atuação na área filosófica e metafísica."""

    Esse pedaço do texto, na minha opiniao, dispensa todo o resto (sem ofensas). Dizer que manter-se aberto a ideia de que é possivel alguma coisa por mais que a improbabilidade dela seja muito grande é racional e logica, me parece um pouco ridicula. Manter-se aberto à ideia de que so porque algo é imaterial e TOTALMENTE VAGO deve ser considerado possivel nao me parece nada racional ou logico.

    Vou tentar me explicar melhor, o que voce quis dizer no texto inteiro, se eu entendi bem, é que um ateu pode "provar" (sendo esse provar, o metodo naturalista cientifico) a inexistencia de seres materiais (como o proprio exemplo de Duendes, como fez muito bem) mas nao pode provar seres imateriais, atemporais, perfeitos e etc. e que por isso, Agnosticismo é a posiçao mais racional e logica a se seguir. Por que?

    E se eu disser, por exemplo, que tive uma visao que um ser com forma de Spaghetti gigante que me contou que todos nos devemos adora-lo ou quando morrermos iremos sofrer eternamente e que esse Spaghetti, embora na minha visao tivesse uma forma, era imaterial, perfeito, atemporal, pessoal e infinito voce teria que concordar comigo que existe uma possibilidade que ele existe e que eu esteja certo e voce teria que me levar a sério? Isso pra voce parece racional?

    Outra coisa que queria recomendar, embora ache que talvez voce nem leia essa resposta, é a Etimologia do Agnosticismo. Se possivel e se tiver paciencia, gostaria que voce procurasse o video "Agnóstico ou Ateu? " do canal do Pirulla25 no Youtube. (Se voce tiver preconceitos ridiculos com vloggers ateus (ou como voce gosta de criticar, neo-ateus, ignore entao, se voce for uma pessoa racional, ignore o seu preconceito por favor). Se ver o video, rebata-o para mim, analisando com seus pensamentos.

    =)

  2. Max, desculpe, não sei o que aconteceu… Me lembro de ter respondido naqueles 3 comentários que postei ali, até fico preocupado que cortou alguma coisa também… É que tinha limite de tamanho, então tive que dividir e devo ter dividido errado.

    Mas então, aí vai:

    "Como que não há verdades absolutas no naturalismo?"

    O naturalismo, como teoria metafísica, atesta que apenas o natural existe. Definindo o natural como eventos naturais, são eventos submetidos às leis naturais, ao tempo, espaço, contingência, material e etc… Ou seja, é a realidade como a percebemos pelos nossos sentidos (é claro que não percebemos tudo, mas tudo o que percebemos é natural, teoricamente). Sendo assim, o natural é relativo aos meios pelo qual você o mede e também relativo ao que nele está contido. Como no naturalismo tudo tem uma característica de devir, não podemos falar sobre nada absoluto, mesmo existências, nada existe absolutamente.

    "Qual seria a alternativa ao Reducionismo Científico? Se existe algo que não possa ser explicado pela ciência 'normal', de que maneira poderíamos explicar?"

    O reducionismo científico é um dos métodos utilizados pela ciência para a formação de conhecimento, apesar de existir certas vertentes dentro da filosofia da ciência que prezem por descrições mais complexas, não vejo porque deveríamos procurar alternativas ao reducionismo científico. Mas primeiro, o reducionismo científico como método é algo benigno, consiste em escolher a alternativa mais simples de explicação se ela não alterar o entendimento e resultados finais, aquelas outras vertentes alegam que mesmo assim é importante saber do máximo possível de componentes num sistema teórico, já que a realdade por si só é extremamente complexa (e ainda, na visão de alguns, a teoria nunca consegue representar certamente a realidade e, portanto, tem um papel mais instrumental [como instrumento para criar algo, prever e etc] do que compreendedor [conhecer a realidade tal como ela é]).

    Mas não podemos confundir o reducionismo científico como método, pela redução do todo pelas ciências naturalistas, ou seja, dizer que toda a realidade constitui-se daquilo estudado pela química, física, biologia, etc…. e tudo pode ser explicado por isso. Afinal, se o naturalismo metafísico estiver certo (coisa que não sabemos ainda) então a redução da realidade pelas ciências naturais não poderá sequer ser chamada de redução. E também perceba que quando falo em métodos científicos, falo em todo sistema que tem um objeto de estudo e busca formar conhecimento, então isso não corresponde apenas às ciências naturalistas.

    Se a ciência "normal", que acredito ser, afinal você não especificou, as ciências naturalistas? Ou então todo sistema científico humano, ou seja, todo sistema que gera conhecimento justificado metodologicamente para o ser humano? No primeiro caso, se não é possível saber algo e este algo é do plano natural, então basta acumular mais conhecimentos e instrumentos para isso. Agora se for algo de outro plano, então não há nem porque tentar, pois os métodos naturalistas visam a compreensão do plano natural. Agora se for o caso 2 (de todas as ciências), então quer dizer que não conseguimos epistemologicamente formar nenhum conhecimento sobre isto, os seres humanos não tem métodos e instrumentos suficientes para conhecer. Só pode-se especular, criar crenças e etc…

    Se tiver mais alguma dúvida ou, então, quiser que esclareça algo mais sobre este assunto. Porém busque pesquisar sobre epistemologia, filosofia da ciência, métodos científicos, reducionismo, holismo, etc… ^^

  3. Minhas perguntas não foram respondidas… (quarto comentário)

  4. Ninguém respondeu minhas perguntas… (4º comentário)

  5. Senti um cheiro de queimado…

  6. Embora a filosofia seja a base do pensamento apenas a filosofia não consegue se aprofundar nas questões que ela inicia.

    Vejo a filosofia como um universo de hipóteses, das quais podemos retirar hipóteses: inertes, falsas, verdadeiras, divergentes, convergentes e com algum método posterior, aprofunda-la. Impossível todas as hipóteses serem corretas, mas temos aquelas que mais se aproximam de uma verdade "UTILIZÁVEL" em um mundo real, do qual participamos e interagimos.

    Quando um ateu como eu detona a religião, ainda abro margem para quem sabe um dia mudar de ideia, ser racional é isso, quero ver algo no mínimo observável!! Mas… Quando vejo um texto deste tamanho, querendo discutir preceitos filosóficos a primeira coisa que me vem em mente é, TEXTO DE FRESCO.

    "Não importa o tanto que a filosofia esperneie, se você quer algo concreto e utilizável, esta coisa deve ser no mínimo observável, aplicável, ou então é mais fácil acreditar em sua inexistência ou porque esta é inerte"

    Para isso que temos a ciência, a filosofia por si só navega em águas muito rasas, gera imensas discussões, desgastes, perda de tempo, busca de que filósofo era ou foi o mais FODA, porem que de forma PRÁTICA não atinge NADA, fica amassando barro, patinando no mesmo lugar.

    A discussão de um ateu não é a briga em DEUS NAO EXISTE!!!
    A discussão de um ateu não é a disputinha besta de argumentos filosóficos rasos!!
    A verdadeira disputa é observar QUE INFLUÊNCIAS SOCIAIS e CULTURAIS, são decorrência desta crença que faz com que as pessoas adotem posturas e atitudes irracionais.

    Isso é no mínimo observável, isto é empírico, e mesmo que seja relativismo, é o que mais se aproxima das coisas que podemos modificar para alcançar benefícios comuns.

    AGNOSTICISMO em minha opinião é uma postura de FRESCO, de filósofo recalcado, que fica discutindo filosofia e não nota as influências nocivas na composição de nossas leis, da extorsão das religiões, do atraso científico entre tantas outras coisas que já ta careca de saber.
    Esse BAITOLA não entendeu ainda que uma visão DEÍSTA ou similar não fede nem cheira socialmente.

    Tá na hora dele aprender que o que um ateu de verdade busca, é o fim do TEÍSMO (deus pessoal) e seus efeitos colaterais em toda as sociedades!

    DESCULPA AO AUTOR PELAS CRÍTICAS AO TEXTO! NADA PESSOAL!

    Ass: Canal AntiFé!

    • Embora você tenha generalizado um bocado, concordo com seu ponto de vista em relação a filosofia!

    • É explícita a utilização de argumentos ad hominem, self-selling (se não quer ser "fresco", seja como nós), distorções, ampliações indevidas e diversas outras falácias e apelos.

      Primeiro, a sua visão sobre a filosofia é totalmente equivocada, e acho que se você não a conhece realmente, por favor, poupe-se de explicar algo que não conhece realmente, tenha humildade de admitir isso e, se quiser, estude para saber do assunto. A sua visão sobre a filosofia parece um pragmatismo radical e distorcido que grande parte das pessoas tem ao abordar a filosofia, não que seja de total inválido, afinal o pragmatismo como movimento filosófico é bem popular e tem seus pontos, mas da forma que você apresentou sua visão, ela demonstra um desconhecimento e não uma síntese sobre o assunto.

      Você "detona" a religião? Por favor, creio que deves detonar aquelas "religiões" que são mais fachadas para roubar dinheiro e controlar as pessoas, ou seja, a parte institucional das religiões, e até mesmo contradições na ação e interpretação, mas sempre se foca nisso, não há um debate filosófico, teológico e realmente racional. Você diz levar as pessoas para a racionalidade, mas para isso ignora a filosofia, parece ser algo irracional. Acho que você não entendeu o texto.

      Primeiro que o mundo ocidental evoluiu a partir da filosofia, então não venha dizer que a filosofia não tem resultados "práticos". Ela pode ter resultados indiferentes e muitas vezes desnecessários, mas até se você tiver uma concepção holística do universo, verá que isso é importante para o TODO.

      Agora, você afirma que o ateu "discute", "disputa", etc… Ateu não faz isso, ateu significa "descrer em (crer na inexistência de) Deus, deuses ou qualquer coisa relacionada ao teísmo". Se um ateu discute ou não, isso depende do ateu, mas a palavra "ateu" não carrega nenhum significado de discussão ou disputa, aí adentramos no ateísmo proselitista, que é uma das características do neo-ateísmo. E nesse caso, para você provar que "INFLUÊNCIAS SOCIAIS e CULTURAIS, são decorrência desta crença que faz com que as pessoas adotem posturas e atitudes irracionais", você precisa provar que o Deus deles não existe e etc… Pois afinal, se eles levam tal premissa (Deus, deus existe) como verdadeira, e ela é de fato possível, então não é de todo irracional, é irracional sim (pois como eu disse, a fé é um mecanismo irracional), mas para ser totalmente irracional, tal premissa deve ser inválida.

      Devemos combater a teocracia e influências forçadas das religiões sobre os outros, por isso temos a liberdade religiosa e o Estado Laico, e devemos torná-lo verdadeiramente laico. Isso não tem nada a ver com ateísmo ou qualquer doutrina em relação a divindades, é algo do espectro da filosofia política, para o bem-estar da sociedade como algo plural e livre.

      Agnosticismo continua sendo a posição mais racional. Deísmo é um crença como qualquer outra e nada importa seu "impacto social". Teísmo não é necessariamente um "deus pessoal". Este argumento dos "efeitos malignos na sociedade" não passa de uma falácia genética invertida.

      Boa sorte na sua próxima argumentação, que ela seja mais limpa, menos presunçosa e falaciosa.

      • Quando der para provar a INEXISTÊNCIA de duendes quem sabe de para dar crédito a filosofia como meio de encontrar a verdade!!!
        A filosofia da o pontapé inicial a qualquer pensamento, não discordo, mas NÃO TEM PROFUNDIDADE, NÃO CHEGA A PONTO ALGUM, FICA AMASSANDO BARRO, e nesta resposta vi isso novamente!!!!

        Um filósofo pode espernear o tanto que quiser, mas vai ficar sempre no MIMIMIMIMI sem fundamento prático! Volto a DIZER, defender algo apenas com FILOSOFIA é coisa de FRESCO.

        ad hominem? FODA-SE!! E dai ler 1000 livros e no fundo as discussões não levarem a nada?? Engrandecer o ego do filósofo?

        Li o texto do tópico e me transpareceu a mensagem: "VAMOS DEIXAR A RELIGIÃO QUIETINHA, SER AGNÓSTICO É SER RACIONAL, MILITÂNCIA ATEÍSTA É LOUCURA, SOU FILÓSOFO E COMO TAL, SOU RELATIVISTA E QUERO BRINCAR COM PALAVRAS!

        E vou complementar com suas palavras:

        Pois afinal, se eles levam tal premissa (Duendes existem) como verdadeira, e ela é de fato possível, então não é de todo irracional, é irracional sim (pois como eu disse, a fé é um mecanismo irracional), mas para ser totalmente irracional, tal premissa deve ser inválida.

        Pois afinal, se eles levam tal premissa (Vampiros existem) como verdadeira, e ela é de fato possível, então não é de todo irracional, é irracional sim (pois como eu disse, a fé é um mecanismo irracional), mas para ser totalmente irracional, tal premissa deve ser inválida.

        Pois afinal, se eles levam tal premissa (Bruxas existem) como verdadeira, e ela é de fato possível, então não é de todo irracional, é irracional sim (pois como eu disse, a fé é um mecanismo irracional), mas para ser totalmente irracional, tal premissa deve ser inválida.

        Pois afinal, se eles levam tal premissa (Ocultismo existe) como verdadeira, e ela é de fato possível, então não é de todo irracional, é irracional sim (pois como eu disse, a fé é um mecanismo irracional), mas para ser totalmente irracional, tal premissa deve ser inválida.

        E ai… Vai querer usar a teoria Bayesiana para dizer que tais premissas tem 50% de chance de existirem?? (VULGO FILOSOFIA)
        ou
        Vai querer observar resultados PRÁTICOS decorrentes de um aprofundamento empírico para adotar algo que não demonstra influência como inexistênte (VULGO EMPIRISMO, CIÊNCIA)

        Quem lhes fala não leu 1000 livros, detesta filosofia como método de verdade, mas ainda sim considera tal pensamento + APLICÁVEL do que esta coisa de VEADO chamada PURA FILOSOFIA!

        Ass: JÚNIOR…. CANAL ANTIFÉ

        • Obrigado por facilitar a discussão, seguindo a mesma linha de pensamento tosca e falaciosa.

          Vamos lá ^^

          Primeiro, eu não li 1000 livros, pretendo um dia talvez, e aliás filosofia é um dos meus interesses auxiliares, me interesso muito mais por sociologia e política, mas de qualquer forma vamos ver suas afirmações.

          "Quando der para provar a INEXISTÊNCIA de duendes quem sabe de para dar crédito a filosofia como meio de encontrar a verdade!!!" (e todas as outras brincadeiras com o que eu disse: Vampiros, Bruxas, Ocultismo)

          Bom, você fala da existência de um ser físico chamado duende, cujas características estão expressas em diversos contos, mitos e estórias… Então, sua existência é coerente, afinal um homenzinho vestido de verde em alguma ilha no norte da Europa, ou mesmo na sua terra natal: Irlanda; é possível de existir. Mas como você fala de seres físicos fica tudo mais fácil!!! Obrigado mesmo, Júnior!!!

          Continuemos, segundo a genética, a probabilidade de existir seres semi-humanos da altura que são retratados (de 5 à 30 cm) é baixíssima, isso tratando do aspecto biológico e físico apenas. Mas pera aí, o ponto principal são suas habilidades sortudas, influências maléficas e riquezas no final dos arco-íris, certo? Bom, empiricamente refutamos a afirmação de que no final de todo arco-íris há um pote de ouro guardado por um duende, então uma parte do mito é falsa, mas ainda há mais é claro. Estudos relativos a sorte geralmente demonstram que a sorte é apenas uma coincidência probabilística e que portanto não existe realmente sorte, logo aplicar características inexistentes para um ser só o faz mais improvável. As influências nos sonos, no leite que azeda e etc podem ser explicados pela psicologia e bioquímica, respectivamente, portanto estas também são premissas falsas.

          Como os duendes provavelmente têm contato com a Terra, e pelo número de habitantes que temos (7 bilhões) há uma grande probabilidade de que algum duende já tenha sido visto, mas afinal nunca houve relatos sérios sobre o assunto. A sua existência física é, portanto, extremamente improvável, e como é algo de referente ao natural, pode-se ter como conhecimento (verdade justificada) que Duendes não existem (até que se prove o contrário).

          Agora resumindo abstratamente o que eu quis dizer: Todos esses seres fazem parte do campo científico naturalista, as ciências naturais tem capacidade de refutá-lo ou determinar sua probabilidade, algo que não acontece com seres da natureza de certos deuses, Deus ou divindades. Então neste caso, a filosofia realmente não tem muito a oferecer senão os métodos e epistemologia para definir o que as ciências naturalistas podem conhecer e assim refutar suas proposições patéticas. (essa explicação serve para tudo que você alegava provável de existir)

          Você seguiu aquele texto do dragão de Carl Sagan, mas ele é obviamente falacioso, sabia? É um dos piores textos para corroborar o ateísmo, e infelizmente é o que mais os ateus usam (em forma de analogia, é claro). É o mesmo que chegar a estorinha do bule, nos poupe, por favor.

          —————–

          Teorema de Bayes não é "50% das premissas estarem certas", tem a ver com a inferência de hipóteses – evidências. E a metodologia naturalista atual não funciona mais assim, ela tem métodos para saber a inferência correta. Falácias lalala falácias pseudo-pedantes lalala todos os vulgos foram assinalados de forma errônea lalala

          "Quem lhes fala não leu 1000 livros, detesta filosofia como método de verdade, mas ainda sim considera tal pensamento + APLICÁVEL do que esta coisa de VEADO chamada PURA FILOSOFIA! "

          Só lamento pelo Sr.

          PS: Desculpem por "baixar o nível", mas mantive a razão ao menos. Porém fica difícil quando o sujeito volta com a mesma postura depois de ter sido refutado, e ainda se acha cheio de razão. É engraçado, se for ver bem.

  7. "Repare que segundo a classificação do texto Zeus e Júpiter ficariam alinhados com os bules voadores."

    Isso não é verdade.

    "Creio haver no texto uma confusão entre a idéia de deus (aliás, por que optou-se por escrever Deus e não deus? É uma referência direta ao deus judaico-cristão?) e de criador."

    Optei pois falava de um Deus monoteísta, mas se estivesse falando de algum deus politeísta ou panteísta, teria usado de outra forma.

    "É sim ônus dos teístas provar a existência do sobrenatural. A visão lógica é a naturalista de que o sobrenatural não existe, portanto qualquer argumento teísta deve começar provando a existência do sobrenatural. Até onde sei não existe qualquer texto nesse sentido."

    Você já assume que o natural é lógico por quê? O natural é evidente, ou seja, tangível e perceptível por sentidos e sensores, isso não o torna mais lógico do que o sobrenatural e metafísico em geral, apenas o torna conhecidamente real, mas você não pode afirmar como "exclusivamente real", para isso VOCÊ precisa provar, o ônus da prova seria seu. Enquanto os teístas não provarem o sobrenatural, ele continua uma possibilidade. Enquanto os naturalistas não provarem a exclusividade do natural, ele também continua como uma possibilidade.

    "Não é por haver uma ênfase no epicurismo que existe uma crise na discussão filosófica. Aliás, existe mesmo essa crise? O texto não vai adiante nisso. Minha posição é que essa crise não existe, o que há é o deslocamento da ênfase da filosofia para a ciência aplicada."

    Eu falo mais numa perspectiva social do que acadêmica, as sociedades pós-modernas tem uma visão epicurista da filosofia… Posso lhe indicar material mais aprofundado sobre o assunto. Só digo que o texto não tinha como objetivo uma análise filosófica profunda, apenas uma introdução para analisar os problemas advindos disso.

    "A produção filosófica continua de vento em popa, apenas não é tão comentada. As manchetes vão para as descobertas científicas, especialmente as com aplicação imediata; filósofos só viram manchete quando escrevem livros sobre ateísmo."

    A produção filosófica declinou pois é um campo saturado em diversas áreas, a especialização é praticamente a única produção original atual e por isso não se tem tanta atenção. A maior parte da atenção para livros sobre ateísmo não recai sobre filósofos e sim sobre biólogos, naturalistas e etc…

    Desculpem pelo comentário tosco e rápido, nem tinha tempo para fazê-lo, mas continuem discutindo!

  8. "A questão é que deus é absolutamente improvável, desnecessário e a crença nele tende a impossibilitar uma vida plena. Mas isso seria epicurista demais, não?"

    Existem argumentos filosóficos que indicam o contrário, ele como necessário, provável e etc… Agora a questão de impossibilitar a "vida plena" é algo muito subjetivo, a sua "vida plena" é diferente da minha. Além disso, ter uma visão teística do mundo não resulta numa mudança total da vida, e tudo depende da religião e interpretação que se dá, um teística arreligioso, por exemplo, não se limitaria em nada na vida, apenas viveria crendo em Deus, deus ou deuses. E, sim, é uma visão muito epicurista, você procura a "vida plena" (parece muito com ataraxia) ou então a verdade?

    @Juarez "Gostei da parte do deus “necessário, imaterial, atemporal, pessoal, perfeito e infinito.” Só não entendi a razão para retirarmos essa concepção do campo científico para o filosófico. E muito menos por que este tipo de Deus não é da mesma classe dos “bules voadores”, “unicórnios” e “divindades” materiais ou semi-materiais.” Pessoalmente, acho os bules voadores e unicórnios necessários, imateriais, atemporais, pessoais, perfeitos e infinitos.
    Aliás, alguém já conseguiu provar a inexistência do bule voador e do unicórnio?"

    O campo científico trata de questões materiais, naturais, temporais e etc… o oposto do que citei, desta forma, precisa-se utilizar um campo que trate e examine um ser com aquelas características, tal campo é o filosófico… Mover ele para o campo científico é ilógico. Se um bule voador é imaterial, como ele tem forma de bule? Se ele é pessoal, como é um objeto inanimado? Atemporal? Bom, esta é uma das falácias dos ateus, crer que um simples argumento de "bules" e "unicórnios" refuta todo um sistema filosófico. Bules e unicórnios são materiais, portanto são do campo científico e podemos conceber que são improváveis pelo conhecimento atual de biologia e história, coisa que não tem influência nenhuma na questão filosófica de Deus.

    @Sylvio "O próprio naturalismo (filosófico, não o biológico) é ateu: Por princípio, o naturalismo afirma que o universo natural é regido por leis naturais, o que por si descarta a existência do sobrenatural, portanto, de qualquer deus. Se admitirmos a possibilidade de um deus sobrenatural vamos admitir que as leis naturais não são absolutas, quer dizer, não regem o universo e portanto estaremos negando o naturalismo. O que me parece ilógico."

    A metafísica naturalista é uma possibilidade, mas porém não podemos tratá-la como conhecimento ou pressuposto para refutar certas visões que continuam possíveis. Existem argumentos para afirmar que o mundo não pode ser meramente natural, afinal eventos naturais são contingentes e precisam de uma causa, pois vem a existir. Logo, seria natural ter a ideia de uma causa necessária (ou seja, sem necessitar de causas para ela mesma) que iniciaria o ciclo natural de causas e efeitos, mas se uma algo não tem uma causa, então não pode ser considerado natural, é sobrenatural. Porém existem diversas visões sobre o assunto, sugiro pesquisar sobre naturalismo, metafísica, materialismo, etc.

    @Sylvio "A reverência que o texto faz em relação aos deuses populares é ilógica, morde o anzol da seriedade e reverência que as igrejas espalham com seus rituais e postura."

    Não é feita nenhuma reverência, mas apenas uma "referência"… Me foquei nestes pois são mais "populares" e tem maior material para debater, porém citei, também, as visões panteístas, deístas, universalistas, etc… que são diferentes… Não pretende ater-se à apenas um único significado de Deus… Mas como é algo mais comum e o foco atual, o texto se focou nele. Além disso, tal "Deus" não é explicitado como de nenhuma grande religião atual, apesar de condizer com várias delas. Lembre-se que ele pode simplesmente existir e não ter se revelado, portanto ele existe mas não é como a religião o apresenta.

  9. ——————————————————————–

    @Max "Como que não há verdades absolutas no naturalismo? "

    O naturalismo (como teoria científica ou mesmo metafísica) diz existir apenas o natural, os fenômenos naturais, e, infelizmente, só podemos perceber e evidenciar fenômenos naturais através de sentidos, sensores e outros instrumentos sensoriais, logo o naturalismo se relativiza aos meios empregados para percebê-lo… já que não temos uma "consciência integrada" que pudesse perceber holisticamente o natural (e também não há certezas referentes às leis naturais, elas são instrumentos de conhecimento humano, mas não podemos certamente concebê-las como totalmente reais, pelo menos, não atualmente).

    @Max "Outra pergunta: Qual seria a alternativa ao Reducionismo Científico? Se existe algo que não possa ser explicado pela ciência 'normal', de que maneira poderíamos explicar?"

    Pode-se considerar ciência tudo aquilo que forma conhecimento por meio de métodos, por isso que essa definição de ciência 'normal' me deixa um pouco confuso, você quer dizer a ciência naturalista que foi abordada pelo texto? Nesse caso, a ciência naturalista parte do pressuposto de uma epistemologia evidencialista, ou seja, só pode-se tornar conhecimento se a crença for justificada com evidências físicas, naturais. O reducionismo científico é um dos métodos para formar uma justificativa confiável, apesar de existir correntes na filosofia da ciência (que define os métodos e significados) que afirmam que sistemas complexos as vezes explicam a realidade de uma forma mais verdadeira, e outras correntes até afirmam que tais conhecimentos não são "reais" e sim apenas instrumentos.

    Se não há como evidenciar ou comprovar por tal ciência, mas ela também não refuta tal hipótese, então passamos para uma abordagem lógica, baseada no coerentismo, que é uma epistemologia pouco confiável. Resumindo, infelizmente não podemos justificar de maneira realmente confiável, ou seja, não há como saber, apenas supor e tentar refutar as suposições.

    @Juarez "Além disso, quais são as falácias do ateísmo?"

    É errado generalizar, mas as principais falácias usadas por diversos ateus são: inversão de planos (científico, metafísico), ônus da prova distorcido, falácia do espantalho, self-selling, pré-silogismos, falácia da ampliação indevida, falácia genética (define a veracidade apenas pela origem, ou então, de uma forma um pouco diferente, define a veracidade apenas pelo rumo que tomou), e uma que não me recordo o nome, mas se refere a tirar o crédito de algo por ser antigo e outra, por creditar algo simplesmente por ser novo. Mas existem inúmeras outras.

    @Juarez "E por que não combater a religião? Combatemos o racismo e a homofobia, não? Ou somente os racistas e homofóbicos mais extremados?"

    Comparar religião com racismo e homofobia é um tanto grosseiro. Além disso, concordo que numa sociedade democrática e laica não devemos permitir tais coisas, as religiões não devem ter benefícios perante a lei, se a lei visa o bem-estar da sociedade, e para isso mesmo precisa-se de liberdade religiosa. Também depende da interpretação e você parece estar limitando o significado de religião às grandes religiões apenas.

  10. Olá, sou o autor do texto. Vim responder rapidamente os comentários, pois estou indo viajar. Porém gostaria que continuasse o debate, mesmo em minha ausência, sendo que voltarei em cerca de uma semana e aí responderei quaisquer lacunas. Desculpem, talvez, pela simplicidade da resposta, mas é pela falta de tempo.

    @Lucca "Adoraria ouvir esses 'argumentos'."

    Não sou teísta, mas, se quiseres pesquisar sobre os argumentos teístas e checar o que falei, busque os seguintes argumentos: Argumento "fine-tuning", argumento cosmológico (cuidado que há "espantalhos" circulando, apresentando o argumento cosmológico como "argumento de primeira causa" o que o distorce e simplifica, tornando mais fácil a refutação, leia o argumento cosmológico original, e há vários tipos, de Leibnitz, Kalam, etc), argumento ontológico, argumento de contingência, refutação do problema do mal (Paradoxo de Epicuro refutado, coloco como argumento a favor pois é bem complexo e requer bastante estudo), etc (existem outros que não conheço ou talvez não me lembrei agora).

    Recomendo ler livros sobre o assunto, se quiser posso indicar. Mas pode ler artigos na internet mesmo, porém veja se a fonte não tem como objetivo criar "espantalhos", e também saiba que o estudo destes argumentos requer rigorosas leituras, pois é muito material… Mas recomendo, para elucidar. Além disso, talvez haja refutações para os argumentos que citei, neste caso pesquise profundamente, pois muitas dessas refutações não foram completas ou absolutas, ou estão carregadas de sofismas e falácias.

    No caso, a "superioridade filosófica" do teísmo se deve ao fato de existir diversos argumentos em prol dele, e o ateísmo "tentar" refutá-los, ou seja, não há muita base filosófica para o ateísmo como movimento da inexistência em Deus, deuses, etc; e ver o ateísmo como posição cética padrão é uma falácia, pois, como demonstrado no texto, a posição cética padrão é o agnosticismo.

  11. Como o Lucca, também gostaria de entender como os argumentos teístas podem ser mais prováveis e coerentes que os ateístas.
    O próprio naturalismo (filosófico, não o biológico) é ateu: Por princípio, o naturalismo afirma que o universo natural é regido por leis naturais, o que por si descarta a existência do sobrenatural, portanto, de qualquer deus. Se admitirmos a possibilidade de um deus sobrenatural vamos admitir que as leis naturais não são absolutas, quer dizer, não regem o universo e portanto estaremos negando o naturalismo. O que me parece ilógico. (:
    E também, por que esse desprezo nada lógico quanto aos bules voadores, monstros do espaguete e que tais? Eles têm exatamente a mesma chance de serem reais que qualquer outra divindade. A reverência que o texto faz em relação aos deuses populares é ilógica, morde o anzol da seriedade e reverência que as igrejas espalham com seus rituais e postura. A única diferença dos bules voadores para o deus judaico-cristão-muçulmano ou os deuses hindus é a quantidade de pessoas que os seguem. Repare que segundo a classificação do texto Zeus e Júpiter ficariam alinhados com os bules voadores. Assuntos da mitologia. Isso porque não existem mais seguidores desses deuses. E o fato de haver muitos seguidores para os deuses atuais não lhes dá mais credibilidade.

    Creio haver no texto uma confusão entre a idéia de deus (aliás, por que optou-se por escrever Deus e não deus? É uma referência direta ao deus judaico-cristão?) e de criador. O universo pode sim ter um criador, mas esse seria um ser natural e portanto muito diferente de qualquer hipotético ser sobrenatural.

    É sim ônus dos teístas provar a existência do sobrenatural. A visão lógica é a naturalista de que o sobrenatural não existe, portanto qualquer argumento teísta deve começar provando a existência do sobrenatural. Até onde sei não existe qualquer texto nesse sentido.

    Exceto por essa discussão sobre religião, gostei muito da avaliação das correntes filosóficas atuais. Olhando com olhos de editor, eu teria feito dois textos, um só com essa visão filosófica dos nossos tempos e outro com a questão religiosa, que poderia ter links para o primeiro texto a fim de não repetir todo o raciocínio, nem que fosse apenas para manter o foco na discussão das correntes filosóficas, ao meu ver um assunto muito mais interessante do que ateísmo/religião. Com esse desvio para o assunto da religião a tese incial do texto foi esvaziada. Não é por haver uma ênfase no epicurismo que existe uma crise na discussão filosófica. Aliás, existe mesmo essa crise? O texto não vai adiante nisso. Minha posição é que essa crise não existe, o que há é o deslocamento da ênfase da filosofia para a ciência aplicada. A produção filosófica continua de vento em popa, apenas não é tão comentada. As manchetes vão para as descobertas científicas, especialmente as com aplicação imediata; filósofos só viram manchete quando escrevem livros sobre ateísmo. Mas continuam lá produzindo seus textos que serão comentados por gente como nós daqui a cem anos, como costuma acontecer com filosofia.

  12. Além de arrogante, o texto não aborda de maneira satisfatória o problema levantado pelos ateus. Inicialmente, faço coro ao Lucca: quais argumentos teístas seriam mais prováveis e coerentes do que os teístas? Além disso, quais são as falácias do ateísmo?
    E por que não combater a religião? Combatemos o racismo e a homofobia, não? Ou somente os racistas e homofóbicos mais extremados?
    O próprio Dawkins já disse que é raro um ateu sem dúvida, mesmo que mínima, da inexistência de Deus. O problema não é esse. A questão é que deus é absolutamente improvável, desnecessário e a crença nele tende a impossibilitar uma vida plena. Mas isso seria epicurista demais, não?
    Ou vamos discutir o conceito de deus? Gostei da parte do deus “necessário, imaterial, atemporal, pessoal, perfeito e infinito.” Só não entendi a razão para retirarmos essa concepção do campo científico para o filosófico. E muito menos por que este tipo de Deus não é da mesma classe dos “bules voadores”, “unicórnios” e “divindades” materiais ou semi-materiais.” Pessoalmente, acho os bules voadores e unicórnios necessários, imateriais, atemporais, pessoais, perfeitos e infinitos.
    Aliás, alguém já conseguiu provar a inexistência do bule voador e do unicórnio?

  13. "Quando se fala de naturalismo e empirismo, deve-se ter em mente que tudo é relativo, não há verdades absolutas." §9
    -Como que não há verdades absolutas no naturalismo?

    Outra pergunta: Qual seria a alternativa ao Reducionismo Científico? Se existe algo que não possa ser explicado pela ciência 'normal', de que maneira poderíamos explicar?

  14. "…ainda mais, se avaliarmos, os argumentos filosóficos teístas (pró-existência de Deus) são mais prováveis e coerentes do que os ateístas, que se limitam mais a tentar refutar tais argumentos teístas." Adoraria ouvir esses "argumentos".

  15. Fazia tempo que eu esperava por um texto nesse site que se mostrasse cético em relação ao ateísmo. A posição mais racional vai ser sempre o agnosticismo, qualquer suposição teísta ou ateísta se encontra sempre fora dos limites da razão. Me incomoda muito esse novo ateísmo que possui uma desonestidade em suas afirmações, e um viés de fanatismo. Acho que tá na hora do pessoal se tornar cético ao ateísmo também, já que são poucos ateus que duvidam da sua crença.

  16. Ótimo texto, penso que esta sua argmentação põe em xeque o embasamento do ateísmo atual. Vamos ver se alguém tenta "salvá-lo".

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