“Tudo é relativo!”
Essa questão será abordada sob dois pontos de vista (que estão relacionados mas não são equivalentes); o ponto de vista físico e o epistemológico.
“Tudo é relativo!”
Essa questão será abordada sob dois pontos de vista (que estão relacionados mas não são equivalentes); o ponto de vista físico e o epistemológico.
Este texto é o depoimento de uma das pessoas que fomentou, alavancou e participou ativamente do Movimento Passe Livre, muito antes dele ganhar fama ou levar centenas de milhares de pessoas às ruas, como se viu nos dias recentes. Acredito que a importância de um relato como esse é ouvirmos a voz de pessoas reais que têm uma causa em mente, mais do que o brado midiático que evoca a noção difusa de pura baderna ou movimento sem sentido, fáceis de dizer, mas no mínimo injustos com a luta de quem busca sim, a longo prazo, mudar a realidade.
Sempre apoiamos efusivamente a ocasião em que o autor de uma opinião que fere nossos princípios ideológicos e morais é punido mesmo sem que uma justificativa válida nos seja apresentada. Mas mesmo quando essa justificativa é oferecida, será que é correto punir alguém por expressar uma mera opinião, por mais odiosa que ela possa vir a ser?
A ciência é solo fértil para a criatividade. Cientistas do mundo todo ganham notoriedade e se tornam referência como consequência dos resultados obtidos ao longo de suas carreiras. Contudo, não é fácil conseguir resultados extraordinários. Obter resultados revolucionários exige um misto de criatividade e sorte, sem contar os recursos. Nos casos em que a sorte é um fator a ser considerado, tropeçamos num resultado tão inesperado quanto revelador e que pode vir a determinar uma abordagem diferente da original para nossa pesquisa. A criatividade, por outro lado, não é orientada ao acaso e nos momentos em que ela falha as consequências podem ser dramáticas: de um laboratório improdutivo a uma carreira de fachada.
Por: Aruan Darko
A Explicação
Bom. Eu havia prometido a alguns amigos e amigas que faria um relato sobre o que presenciei e o que achei da manifestação do dia 13 de Junho em São Paulo.
Pensei em fazer um relatório mesmo. Falar de como a manifestação estava pacífica, como foi legal ver senhores e senhoras de idade, pessoas de terno e pessoas sem camisa, crianças e até um poodle, todos lá, juntos no protesto. Gritando, cantando, conversando e, claro, latindo (cada um se manifesta como pode, oras). Pensei em contar como levei um tiro de bala de borracha nas costas, como uma bomba de efeito moral explodiu a uns 2 ou 3 metros de mim, me deixou surdo do ouvido esquerdo por cerca de 2 horas e, ainda, como é curioso que depois de ficar imerso em nuvens de gás lacrimogênio duas vezes, a terceira, quarta e quinta pareciam não me afetar mais. Pensei em falar dos ônibus que vi picharem e como isso gerou debate entre as pessoas que estavam comigo e à minha volta ou como o grupo maior de manifestantes repudiou imediatamente quando não mais que 8 pessoas tentaram depredar placas de rua e lixeiras no trajeto.
O princípio antrópico é uma consideração filosófica que diz que todas as observações no Universo físico devem ser compatíveis com a vida consciente que as realiza. Inicialmente ele surgiu em resposta ao argumento de que a Terra era muito perfeitamente compatível com a vida, e portanto deve ter sido Criada. A descoberta de que o Universo é muito, muito grande (na verdade, infinito, de acordo com os modelos atuais) e contém muitos, muitos planetas (na verdade infinitos, de acordo com os modelos atuais) destruiu este pedaço do argumento, no que é chamado de Princípio Antrópico Fraco: vida consciente só poderia ter surgido em partes do Espaço-tempo que têm a capacidade de abrigá-la, então não é surpresa que estejamos em tal parte.
Vagando por minhas leituras e discussões, frequentemente cruzo com alguém que sustenta uma postura cética bastante incômoda. É como se nada fosse válido ou fosse impossível acessar o conhecimento sobre a natureza. De fato, este é o sentido geral do ceticismo como postura filosófica, a impossibilidade de se conhecer. Muitos confundem esta postura com aquela que um cientista deve manter. O problema que tal visão cética encerra é que qualquer modelo explicativo incompleto deveria ser abandonado, pois não é capaz de acessar a verdade (inacessível) da natureza.
Relacionar explicação com causalidade é algo que parece inevitável quando se trata de definir o que faz a ciência. Contudo, esta associação deve ser cuidadosa, pois trás consigo uma série de implicações que poderiam conduzir ao erro. O que dizer então da descrição? Seria ingênuo apontar que muitas pesquisas têm caráter descritivo e que não deixam, por isso, de ser científicas. Certamente que a pesquisa científica pode assumir como objetivo descrever processos, entretanto não se pode, por isso, inferir que o processo descritivo é a atividade última da ciência.
A lógica é um campo que se preocupa com a estrutura, forma e correção dos argumentos. Desde Aristóteles tem sido uma das ferramentas mais importantes que a humanidade faz uso para tirar conclusões. Aliada à matemática, a lógica se torna o mais feroz dos juízes. Caso tenha o desejo de verificar a consistência de um dado argumento durante uma discussão, avaliamos sua concordância com as regras da lógica.
AMORES PERFEITOS
(Nani Nascimento)
Sou péssima em matéria de escolhas. E o problema vai além do “acertar” ou “errar”, o fato é que odeio escolher! Porém, muitas vezes é inevitável, afinal, como reza o dito popular, “não se pode assobiar e chupar cana ao mesmo tempo”. Mas a verdade é que precisei fazer escolhas bem antes de aprender a assobiar: